Convite ás Jornadas

Desde a Rede de Direitos Sociais queremos convidar-vos a reunióm
preparativa  das Jornadas "A crise como cenário: luita social, alternativas
radicais  e Direito a Cidade" que darám começo o 15 de junho na cidade da
Corunha.
As  jornadas, dinamiçadas desde o grupo de territorio da RDS pretendem ser
um  espaço de autoformaçom, encontro e debate entre as diversas realidades
que,  desde o ámbito dos movimentos sociais, tratam de debuxar umha outra
cidade  paralela ao marco neoliberal.
Para isto, neste primeiro ponto de  partida, gostamos afrontar o debate de
forma propositiva com 3 blocos  temáticos que pensamos podem ser
alternativas transitáveis a Crise  do Capitalismo, a saber:

1) Descrescimento como disminuçom  articulada do consumo e da produçom
precissa para manter um  equilibrio entre os ecosistemas humanos e os bens
comúns a nivel  global, pero também lógicamente, a nivel local.

2) Economías  Alternativas ou Solidarias como novas formas de organizaçom
económica  que rompem as lógicas de lucro e especulaçom do capitalismo.

3)  Soberanía Alimentar como fractura coa actual organizaçom globalizada
dos  mércados agrícolas e como alternativa de autonomía local e e justiça
social

Chamamos-vos  a participar como colectivos e individuos nestas jornadas e a
acodir  a umha reunióm preparatoria que terá lugar o martes 8 de junho as
19.00  no csa atreu! (travessa sam josé 2, baixo, Monte Alto). Alí
trataremos  e debatiremos as metodologías e objetivos comúns para abordar
as  jornadas "A crise como cenário: luita social, alternativas radicais e
Direito  a Cidade" com um plantejamento proveitoso para todos os
colectivos e  individualidades.

Martes 8 de junho as 19.00 acode a reunióm de  apresentaçom.

a crise como cenario: luita social, alternativas radicais e Direito a Cidade

Sobre a base comúm da mudança necesaria do sistema económico e social vigente, o capitalismo (na súa verssom
neoliberal) atopamo-nos convocando estas jornada

“A crise como cenario: luita social, alternativas radicais e Direito a Cidade”
Economías alternativas::Decrecemento::Soberanía alimentar

Nom é difícil tomar decissons quando um sabe quais som os seus valores.
Roy Disney, productor, sobrinho de Walt Disney

Nos últimos anos, sobre a marco da incorporaçom das nossas sociedades a globalizaçom capitalista, umha espiral de crecemento productivo e especulaçom financieira levou-nos a umha dualizaçom social de inusitada agudeça.
A nivel global, o estoupido da burbulha crediticia e inmobiliaria motivou ingentes rescates públicos a um pernicioso sistema financieiro de beneficio privado. O actual paradoxo ao redor da socializaçom das pérdidas do poder económico falanos dum liberalismo baseado em fortes doses de intervençom pública fronte a umhas democracias carentes de significado, onde as grandes corporaçons e a concentraçom dos monopolios bancarios decidem o futuro em chave de privatizaçons dos sectores públicos, destruçom de direitos sociais e malversaçom das economías estatais.

No local, a política de terciarizaçom do teçido produtivo, modelos de gestom das administraçons públicas nada rigurosos e profundamente penetrados polas oligarquias corporativas locais e a vía livre para umha vaga de especulaçom sobre o territorio sem precedentes, levou-nos a introducir-mo-nos no plano da crise económica global como umha cidade socialmente asimétrica e com graves incerteças no que ao futuro económico se refire.

Porem, que podemos fazer desde os diversos movimentos sociais da cidade para superar o momento presente com propostas alternativas? Existem espaços de luita para a confluencia das masas críticas da cidade? Poderíamos fortaleçer os pequenos vínculos e imaginar novas formas de transformaçom ao margem do sistema neoliberal? Finalmente, temos vontade, em chave de Autonomía ou de búsqueda da hegemonía social de preparar-nos para um tempo de exigencias e conflitos, ja presente?

As recetas que estamos a sofrer neste tempo de desafecto e crise da representaçom política nom parecem traduzirse em ningum cambio de orientaçom do modelo de cidade, de pais, de sistema. As exigencias de axustes na economía ocultam novas formas de exploraçom e de especulaçom financieira. As politicas pro-crescimento ocultam novas estrategias de destruiçom dos nossos recursos e bens comúns. E detrás da aplicaçom de medidas de emergencia no modelo de comercio e consumo, atopamos novas perdidas de soberanía nas bases mesmas da nossa existencia.

Entendemos que é precisso abrir debates prácticos, concretos e necesarios nestes tempos de crise a nível local. Comprendendo a crise sobre o corpo social da cidade como umha forma de subjetivaçom com consecuencias materiais cada vez máis latentes, pensamos que abrir um debate entre os movimentos sociais em chave crítica, mas também propositiva passa por tres pontos centrais que devemos levar ao cenario do debate público:

-.Economías Alternativas ou Solidarias como novas formas de organizaçom económica que rompem as lógicas de lucro e especulaçom do capitalismo.
-.Descrescimento como disminuçom articulada do consumo e da produçom precissa para manter um equilibrio entre os ecosistemas humanos e os bens comúns a nivel global, pero também lógicamente, a nivel local.
-.Soberanía Alimentar como fractura coa actual organizaçom globalizada dos mércados agrícolas e como alternativa de autonomía local e e justiça social

Diversos projectos tenhem-se lançado a este nivel, nos últimos tempos na comarca. É aí precissamente onde queremos afondar. Prentedemos com esta primeira jeira de debates/encontros profundiçar a autoformaçom e o intercambio entre actores sociais de esta cidade, conheçer afinidades e diferencias, debater sobre as posibilidades e os desejos, sobre as necesidades comuns fronte a violencia do sistema capitalista e transitar a intençom de imaginar futuros concretos para superar o modelo sistémico presente.

A crise como erossom de conquistas sociais ou a crise como oportunidade.

Obradoiro Cartografia Galiza

# Metodología:

A dinámica empregada para este obradoiro levou-nos a desdobla-lo em dúas jornadas. Na primeira jornada de trabalho, Julia e Pablo (Iconoclasistas) fixerom umha introduiçom ao mapeo como forma de plasmaçom de realidades diversas (sociais, políticas, geográficas, afectivas,…).

Finalmente apresentarom umha metodología onde, após lançar umhas “preguntas disparadoras” (preguntas acordadas entre o grupo dinamiçador e xs Iconoclasistas com as que pensava-se podería começar a construir-se um debate e umha sintese a plasmar antes do mapeo), as participantes dividimo-nos em 3 grupos e passamos a debater e sinalar sobre o mapa a diversidade de elementos e situaçons que, em cada grupo, pensarom-se como essenciáis a hora de cartografiar o pais em chave de agressons presentes, latentes ou futuras.

[Os temas propostos inicialmente para o mapeo eram os seguintes: 01. Territorio 02. Mapa do Consumo 03. (Políticas da) Saúde 04. Patrimonio 05. Movimentos 06. Outros]

A segunda jornada, tras umha introduçom de Julia (Iconoclasistas), cada grupo apresentou o seu mapa concreto, as súas linhas força, dúvidas, coincidencias etc etc.


Finalmente, após as 3 apresentaçons, entrou-se num debate, o grupo dinamiçador fixo as súas propostas de trabalho futuro e finaliçou-se o obradoiro com a enumeraçom e debate dos pontos que, em positivo, deveríam-se marcar como pontos a sinalar no mapa B (o mapa das propostas em positivo).

* Como nota apontar que este acta e um mapa recolhido e aportado por Pablo -Iconoclasistas- (do que enviamos copia numerado como mapa 4) tratam de ser a síntese que em forma de relato do acontecido, recolhimos nos dous días de trabalho.



# Conclussons:

  1. Com o material recolhido, debatido e plasmado no obradoiro, máis as diversas informaçons que estám-se recevendo desde a rede GNSV elaborara-se em próximas datas  (em coordenaçom com as gentes que sinalarom o seu interesse desde outras zonas do pais) umha proposta gráfica de cartografía 1.0 para GNSV. Abrira-se umha lista de correio concreta para o desenvolvemento de este trabalho. Xs pessoas interessadas que nom asistirom ao obradoiro, que escrevam a tone (at) fugaemrede.info para apontar-se na lista.
  2. Decide-se que a proposta cartografía 1.0 da Galiza leve na cara B um mapeo das propostas en positivo desde a sociedade crítica: centros sociais, redes de troco, grupos de consumo consciente, bancos do tempo, cooperativos de consumo e de produçom, espaços de autoformaçom, hortas urbanas, espaços de recuperaçom do rural-permacultura, colectivos defessa patrimonio, soberanía alimentar, economias alternativas, masas críticas, espaços de cultura livre e/ou popular…
  3. Tratara-se de dinamiçar umha comissom de gentes que estejam interessadas em começar umha escolma de obradoiros por diversas partes do pais onde se mostrara interesse em fazer cartografías proprias de cada comarca.
  4. Trabalhara-se em propostas que tratem de producir eventos materiais e físicos (protestos, concentraçons, acçons…) vinculadas a visualizaçom do mapa de conflitos no espaço público.
  5. Confirma-se a posibilidade e o interesse de criar umha comissom cartográfica a escala do pais, que pivote sobre as luitas da rede GNSV e que poda-se empregar para trabalhar multiplas propostas gráficas (e de datos) sobre realidades das agressons, luitas, conflitos etc alem da cartografía 1.0 que tratara-se de elaborar nas datas asinaladas na proposta 1.
  6. Propom-se volcar todas as infos num soporte telemático. Concretamente o desenhado polos compas de Salvemos Monteferro (http://www.salvemosmonteferro.org/ ).

# Propostas gráficas alternativas a nivel do pais:

* Cartografía da Soberanía Alimentar

* Infografía custo energético vs recursos energéticos gerados

* Mapeo do expolio de recursos do pais

* Mapeo da Pegada Ecológica.

* Mapeo gráfico: responsábeis das agressons ao pais (empresas, administraçons, sociedades, particulares…).

* Mapeo dos desejos das comunidades rurais (serviços, necesidades, soberanias)

* Mapa propositivo: as posibilidades do Decrecemento no pais.

* Cartografía lingüistica do galego.

* Infografia: Macroexploraçom vs microproduçom

* Mapao crítico dos centros de poder do pais.

descarga acta Cartografías

ICONOCLASISTAS em Coruña: Obradoiros Cartografía Crítica da Galiza

“O colectivo arxentino Iconoclasistas (http://iconoclasistas.com.ar/)
definise como `Laboratorio de comunicación e recursos contrahexemónicos de
libre circulación´. Experimentadxs em mapear territorios, pero também
conflitos sociais e luitas ambientais por todo o continente americano,
aportaran o seu coñecemento e visión estratéxica na elaboración de unha
proposta de Cartografía Crítica da Galiza, baseada nas luitas e conflitos
abertos desde a rede Galiza Non Se Vende (http://galizanonsevende.org/)”

*Martes 15, 12.00: presentación pública do colectivo arxentino
Iconoclasistas e da proposta de Cartografía Crítica da Galiza 1.0
Na Escola Técnica de Arquitectura da UDC (Campus da Zapateira)

*Martes 15, 16:00/21:00: 1ª xornada do obradoiro de Cartografía Crítica da
Galiza
No CS Atreu! (travessa de Sam José 2, baixo. Monte Alto, A Corunha)

*Mércores 16, 16:00/21:00: 2ª xornada do obradoiro de
Cartografía Crítica da Galiza
No CS Atreu! (travessa de Sam José 2, baixo. Monte Alto, A Corunha)

Apontar-se aos grupos de trabalho em: rdscorunha@gmail.com

> Rede de Direitos Sociais (http://rede.blogaliza.org/)
> Iconoclasistas (http://iconoclasistas.com.ar/)
> Rede Galiza Non Se Vende (http://galizanonsevende.org/)

Exemplos de obradoiros e cartografías dinamiçados por Iconoclasistas:

http://iconoclasistas.com.ar/wp-content/uploads/2010/02/Latrenza_A3.jpg
http://iconoclasistas.com.ar/wp-content/uploads/2008/05/Argentina01.jpg
http://iconoclasistas.com.ar/wp-content/uploads/2008/05/Argentina02.jpg
http://iconoclasistas.com.ar/2009/09/06/%C2%BFque-es-el-mapeo-colectivo/
http://iconoclasistas.com.ar/2010/01/15/instrucciones-para-un-taller-de-mapeo-colectivo/
http://iconoclasistas.com.ar/2008/05/14/cosmovision-rebelde-ii/

en medios:

indymedia

galizalivre

diarioliberdade

vieiros

:Sobre os recheos nas praias de Orzán, Riazor e Matadoiro

Ante a inminente ameaza que pende sobre as praias de Orzán, Riazor e
Matadoiro e os fondos marítimos que as rodean e dan forma desde a Rede de
Dereitos Sociais queremos manifestar a nosa oposición frontal a estas
agresivas e perigosas intervencións. Indicamos a seguir:

a) Entendemos completamente fora de lugar intervencións como esta,
tendentes a eliminar a biodiversidade presente nos fondos mariños.

b)Non podemos concordar con intervencións agresivas que continuan a
modificar de forma inconsciente as liñas de costa, os fondos e as
correntes mariñas naturais.

c) No momento de crise climática actual non podemos acreditar en que as
administracións públicas segan a violentar o medio mariño con recheos que
redundan nun problema global motivado exclusivamente pola acción humana: o
perigoso ascenso do nivel das augas mariñas. Estes recheos participan dun
continuo; a filosofía insostíbel de alteración consciente das cotas do
mar.

d) Como habitantes da cidade pensamos que a granulometría invasiva de este
novo recheo, alén de distorsionar profundamente o plano biológico,
estético e paixasístico das praias, convertira de novo as mesmas en
espazos artificiais e realmente desagradebeis no que ao uso e desfrute
humano se refire.

e)Entendemos que o grande gasto público que unha intervención como esta
require esta completamente inxustificado no caso do
Orzán-Riazor-Matadoiro. Nun plano medioambiental por, entre outras muitas,
as posicións anteriormente relatadas. Poren, nun plano estratéxico tratar
de solventar problemas estruturais dun mal proxectado paseo marítimo con
novos recheos que serán fundamentalmente, de novo arrastrados polo mar,
parécenos un pésimo exemplo de xestión dos recursos públicos.

f) Finalmente, queremos denunciar a supeditación de unha liña de costa, da
súa biodiversidade e natureza propias, aos fins de unha cidade dictada
como terciaria desde ámbitos corporativos do empresariado e das
institucións públicas. Unha cidade que se ordena en clave de
insostenibilidade ambiental e mala xestión dos presupostos públicos.

Por iso, as entidades e persoas autoorganizadas na Rede de Direitos
Sociais (http://rede.blogaliza.org/) apoiaremos activamente as diversas
mobilizacións que a este respeito faganse desde o ámbito dos espazos
sociais e cidadans.

Apoiamos polo tanto a mobilzación autoconvocada por diversas persoas
agrupadas en http://defendendoaspraias.wordpress.com/ o
Venres as 19:00 no Obelisco.

Dereito a cidade

Esiximos o Dereito a cidade!

“O PXOM da Coruña, unha ilusión nada realista e pouco eco-lóxica”

Persoas individuais, colectivos culturais e sociais, asociacións veciñais e diversos espazos da sociedade civil coruñesa queremos manifestar a nosa disconformidade rotunda, ante a aprobación inicial (unilateralmente acordada desde o concello da Coruña incluso co informe desfavorable da XUNTA) dun PXOM (Plan Xeral de Ordenación Municipal), que se materializaría na formulación dun modelo de cidade insostible, laboral, ecolóxica e socialmente falando.

Expresamos a nosa disconformidade en forma de esixencia do Dereito á Cidade. Unha cidade, a de todas e todos,  necesitada de procesos de diálogo social real, recibe un plan xeral inconcreto, escuro, dificilmente comprensible e contrariamente do que se quere facer ver, cun elevado déficit no que a participación e debate cidadán se refire.

A exclusiva presenza de administracións-partidos e centros de decisión económicos privados (lobbies económicos e grande empresariado da cidade) marca a ausencia dunha formulación dialogante e participativa cunha sociedade civil activa e recoñecible (asociacións culturais e sociais, agrupacións de profesionais, asociacións veciñais, colectivos de  base,..) non tida en conta e francamente ausente do proceso de creación deste importantísimo plan de ordenación  municipal. Un PXOM que demarca as liñas que dentro do termo “modelo de cidade” marcarán o futuro social,  económico, cultural e ambiental da cidade. Grazas ao que lemos neste PXOM o futuro desta cidade semella   inconsciente e francamente en suspenso.

Que modelo produtivo (económico) impón o PXOM?

O modelo de cidade terciaria que pretende, fala dun esquema insostible e irreal laboralmente falando, no que se  substitúe un sistema produtivo máis heteroxéneo e diversificado por outro baseado en dous eixos de elevado custo  ambiental e difícil consolidación económico-produtiva.

Primeiro, un ilóxico tecido de grandes superficies comerciais que socavan o pequeno e mediano comercio ,entregando ás traballadoras e traballadores a elevadas doses de precariedade laboral e impoñendo á cidadanía un modelo de   consumo irracional moi por riba das demandas actuais e futuras da área metropolitana.

Segundo, un porto exterior (sobre o que pivotaría segundo o PXOM e o seu autor, Joan Busquets o tecido industrial e o futuro económico da cidade) tecnicamente cuestionado por persoal experto, administracións e cidadanía, sen uns orzamentos rigorosos e realistas, e dependente do proceso especulativo da venda dos peiraos do porto industrial actual; unha venda bloqueada polo estoupido da burbulla inmobiliaria nunha cidade onde o 15% das vivendas están actualmente baleiras.

Que modelo urbano (ambiental, territorial, social..) impón o PXOM?

O PXOM fala de “restablecer a relación co medio natural” algo que vai en clara confrontación coas directrices marcadas en relación á creación de novos recheos, megainfraestruturas, ou novos polígonos industriais e residenciais.

As grandes bolsas de zonas verdes nomeadas polo Plan dependen en gran medida de concellos limítrofes, algúns dos cales xa manifestaron a súa indispoñibilidade ante as intencións do municipio capitalino.

Tamén podemos afirmar que o que se supón un dos seus eixos centrais (a creación de vivendas de protección) é fume co que tratar de lexitimar e dar un marco institucional ao proceso de formalización de polígonos urbanizables (e Convenios de última hora e dubidosa formulación) onde a especulación e a xentrificación con actores privados serán o principal elemento urbanizador dunha cidade xa tremendamente densificada.

Por outra banda, unhas infraestruturas que na realidade violentan a cidade peonil (fraccionándoa con autoestradas como a terceira rolda que a illan fisicamente) para dotar principalmente de comunicación a empresas privadas (radicadas esencialmente en grandes centros comerciais e polígonos industriais de futura construción) e apoiar un modelo de transporte onde, de seguirmos co sistema de mobilidade en uso non solucionaremos os problemas de saturación automobilística. Deberíase solucionar as carencias dunha área metropolitana sen alternativas reais de transporte público, e con hexemonía absoluta e dependencia total do vehículo particular co custo de tempo,  económico, e ambiental que isto require.

Outra carencia do PXOM é o tratamento ineficiente ou vago do tecido rural; a única alternativa para os núcleos rurais existentes no termo municipal é a de ser fagocitados polo tecido urbano, sen posibilidade de hibridación e enriquecemento mutuo. No mellor dos casos vemos unha conservación dos núcleos tradicionais en tanto elementos históricos, mais destrúese ou ignórase o territorio que lles dá sentido. Por si mesmo ese territorio ten un valor cultural e ecolóxico, en tanto que son territorios sustentables sempre que se potencie, entre outros, o seu uso primario que agora está en decadencia tanto pola dificultade para poder vivir do cultivo destas terras como pola especulación do que é obxeto.

Por último, falamos dun documento que segue sen abordar a solución que dende as políticas sociais, merecen os mal chamados asentamentos marxinais, e as persoas que os habitan.

En definitiva, a cidadanía da Coruña, activa e propositiva, esiximos participar no modelo concreto (rúas, barrios, comunidades…) e xeral de cidade.

Esiximos cauces democráticos de debate participativo sobre como queremos construír o noso ecosistema urbano porque buscamos ter a oportunidade de facer desta cidade un territorio realmente habitable, sustentable e tolerante.

Esixímolo Aquí e Agora.

http://dereitoacidade.blogaliza.org/

manifesto

Presentacion RDS en Xixón


Todas as conferencias aqui

Meipi

Co gallo de facilitala participación do proceso reflexivo, crítico e propositivo da cartografía, abrimos un mapa colaborativo onde podes deixar a túa opinión sobre a cidade.

O proceso é sinxelo, baixo un título redactas un artigo breve que podes acompañar cunha foto ou video, e referenciala cun punto da cidade.

Os pasos son os seguintes:
1-.Clicar no canto inferior dereito, no logo de meipi
2-.Entrar como
usuario: convidado
contrasinal: convidado
3-.Engadir entrada
Con o seu titulo
a sua descripción
podes engadir algunha imaxe ou video
ubicalo dentro das catro categorías [Territorio-Migración-Xénero-RDS]
sinalalo no mapa

grazas por colaborar!

Issuu – Encontro Internacional Cartografía Cidadá

Encontro Internacional Cartografia Cidadá

Este verán tivo lugar durante tres dias o 1º Encontro Internacional de Cartografia Cidadan. Foi en Xixón onde se xuntaron diversos investigadores, arquitectos, xeógrafos, activistas, xornalistas, informáticos, etc para compartir experiencias sobre os procesos de cartografia social.

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Reflexionouse sobre aspectos comuns dos procesos cartográficos.
A importancia da participación colectiva, de criazon de redes e vias de comunicación, de procurar métodos para poder traballar en proxectos afins.
Autonomía, o empoderamento cidadán como unha das base do proceso creativo da producción de varias subxetividades. Ación de transformación orixinada na poboación e procesada en laboratorios (centros sociais, encontros, etc).
Emprego de ferramentas, metodoloxias de traballo para captar o qué, cómo e para qué cartografiar. Derivas e workshops como exemplo de técnicas de relación entre corpos e espazos. Aplicacións informáticas en uso (wikis, gps, ..) e propias en proceso. Feedback, retorno-devolución da información.

Alén dos aspectos comuns e positivos, tamén se trataron preocupacións e aspectos a mellorar, como a dificuldade de difusión e financiación, o numero de participantes, a pasividade dalguns ámbitos (académico) e a busqueda de ferramentas informáticas que faciliten os procesos.

Presentaronse un grande número de proxectos, cartografias e investigacións. Durante o encontro todos tivemos ocasión de compartir opinións e aprender dos demais. Sairon varias propostas de traballo común, compartir unha base de datos dixitais, elaboración dunha publicación, definir Cartografia Ciudadana, montar unha Cartopedia, e repetir o Encontro bianualmente.

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mais información:
http://cartografiaciudadana.net/index.php/Portada
http://www.flickr.com/groups/cartografiaciudadana/pool/
http://rede.blogaliza.org/sobre/descarga-de-documentos/

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Corunha:: Solidarias com CANGAS:: Concentraçom amanha Martes 20.30

“PORTOS destrue a costa, PORTOS reprime em Cangas”
Governe quem governe, Cangas, Corunha, Galiza nom se vende!!!

Martes 21 as 20.30 na Autoridade Portuaria da Corunha.

Ante a agressom ao territorio que vive Cangas, ante a destruiçom do litoral, e ante as 16 violentas detençons de hoje luns, convoca-se em rêgime de autoconvocatoria, umha movilizaçom amanha as 20.30 diante da Autoridade Portuaria da Corunha (na avenida da Marinha).
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http://galiza.indymedia.org/gz/2009/07/20453.shtml

http://galiza.indymedia.org/gz/2009/07/20456.shtml

http://www.vieiros.com/nova/75545/dezaseis-persoas-detidas-en-cangas-nas-protestas-contra-as-obras-do-porto-deportivo

http://www.ceivar.org/principal.php?pagina=nova&id=1219

http://www.ceivar.org/principal.php?pagina=nova&id=1219

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Solidariedade activa com a defessa da terra!!!

PASSA-O!!
PASSA-TE!!
Governe quem governe, Cangas, Corunha, Galiza nom se vende!!!

Encontro Internacional Cartografia Cidadana

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Os mapas son ferramentas imprescindibeis para transforma-la realidade. Nos últimos anos Internet e as tecnoloxías da información tiveron un enorme impacto na cartografía. Grazas ós novos métodos dixitais de representación e redes de intercambio colaborativo os ciudadans constrúen as suas representacions da realidade respecto a numerosas fontes de información e intereses.

O encontro internacional de Cartografía Ciudadana reunirá en Xixón a unha ampla rede de investigadores e axentes activos entre arquitectos, urbanistas, artistas, xeógrafos e programadores. A metodoloxía consistirá en presentacions teóricas e sesions de traballo abertas ó público.

OBXETIVOS

1. Reunir nun mesmo lugar e por primeira vez ó maior número posibel de investigadores e axentes activos na cartografía cidadana, de maneira que o encontro sirva para texer rede e coordinar axendas e desenrolos compartidos para os próximos anos.

2. Producir un arquivo público en video e hipertexto dalgunhas das experiencias e ferramentas de cartografía cidadana máis relevantes.

3. Combinar esforzos e recursos para o desenrolo dun proxecto converxente de software libre de cartografía cidadana.

4. Dar empurre ó proxecto rexional xa en marcha de cartografía cidadana Mapeando Asturias e a sua guía educativa relacionada.

5. Conceptualizar de maneira colectiva e redactar o artigo sobre “cartografía ciudadana” para as versións de wikipedia en español e en inglés.

do 30 de xulio ó 1 de agosto de 2009 no Paraninfo de la Ciudad de la Cultura e LABcafé en LABoral Centro de Arte, Xixón

PARTICIPANTES

Juan Freire (blog Nómada y Universidad de Biología, A Coruña)

José Pérez de Lama (hackitectura.net, Universidad de Arquitectura de Sevilla)

Eduardo Serrano, Ana Méndez, Sabina Habegger (Colectivo Cartac, Málaga – Madrid)

Nancy Hamad y Mansour Azziz (Solidarity Maps, Líbano – Palestina)

Ivan Sanchez Ortega (OpenStreetMap.org, Madrid)

Doménico di Siena, Alfonso Sánchez et all (Meipi.org, Madrid)

Benjamin Cadon (Metcarte y LABomedia.net, Orleans, Francia)

Fabien Girardin (Lift lab, Switzerland)

Vahida Ramudjik (Colectivo Rotorr, Belgrado – Barcelona)

Sergio Palacio (Mapastur y Asociación partycipa, Asturies)

Ergosfera (cafes para llevar y otros experimentos primitivos del espacio global)

Rede de Dereitos Sociais

Wiki

Cartografia Critica

Este mapa é o produto dun traballo colectivo en construción permanente, que emana do proceso chamado Rede de Direitos Sociais (RDS) que xurde na cidade de A coruña e comarca, coma un espazo común de colectivos, asociacións e persoas que, dende a autonomía, queremos incidir nos múltiplos aspectos da precariedade presente nas nosas vidas e traballando dende tres eixos: xénero, migración e territorio.
Temos como obxectivo intervir na nosa cotidianidade dende a observación, o pensamento crítico e o plantexamento de alternativas có obxetivo de acadar cotas de intervención e participación que superen os estándares da administración pública e organismos privados, na procura dun entorno territorial consciente e autoxestionado polas persoas que o habitan. Cremos que esta cartografía aporta novas posibilidades de comprensión do feito urbano; ter outros mecanismos de lectura dos múltiples procesos sociais que se solapan na cidade tamén implica unha nova lectura dos nosos propios modos de vida e isto, en si mesmo, xa é incidir nos procesos de creación de cidade. Ser cidadás críticas e conscientes da cidade que habitamos fainos máis participes dos diferentes procesos (sociais, urbanísticos…) que nela se desenvolven.

rds_cartografia-critica

Esta cartografía é a primeira versión dun traballo que precisa de todas as persoas que queiramos facelo noso: se queres participar, ponte en contacto con nós ou en calquera dos espazos que participan na rede de cara a elaboración deste documento vivo en permanente construción. Cartografiar a nosa terra, costumes, empregos e formas de subsistencia, o noso lecer… é un primeiro paso para a toma de conciencia e para intervir no presente de cara á creación do noso propio futuro.

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cartografia critica en meipi

Guia de dereitos

Esta guía é o resultado do traballo colectivo levado a cabo pola Rede de Dereitos Sociais de A Corunha, proceso no que llevamos traballando uns meses a través de diferentes eixos.

O eixo migración pretende apoiar a todas aquelas persoas que teñen os seus dereitos reducidos. Persoas que circulan polo mundo en busca dunha vida millor e aos que as fronteiras someten tralas reixas do sistema.

Como primeira producción deixamos nas vosas mans esta guía coa que pretendemos socializar un coñecemento sobre a defensa dos dereitos das persoas, esperamos que sexa útil e pretendemos seguir traballando nesta liña, para iso lembra que podes preguntar pola RDS no Centro Social Atreu!
T San Xosé, 2-baixo.

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Este sábado 30 de maio Xornada formativa do Eixo Migración

Co título “Realidades MIGRANTES e luitas por DEREITOS” participarán, a partir das 16:00h no Centro Social Atreu:

* Cristina Fernández Bessa: co-autora de “Frontera Sur”, avogada/investigadora e activista do “Espai Per a la Desobediencia a les Fronteres”

* Eduardo Romero: autor de “A la vuelta de la esquina. Relatos de racismo y represión”  e activista do L.S. Cambalache (Asturies)

* David San Martín: activista e investigador. Trabalha sobre a ”Agencia Europeia de Fronteiras Exteriores” e o Programa de control FRONTEX

Presentacións nas AVV da RDS e da Cartografía Crítica

Esta semana leváronse a cabo as dúas primeiras presentacións da Rede e da Cartografía Crítica  en Asociacións Veciñais, o martes 26 na de Monte Alto e o 28 na do Agra.

A acollida foi moi boa nos dous sitios, é destacable como na do Agra, que non participou durante este tempo da rede mostraron interese, cando menos, en seguir traballando sobre propostas que se lles fixeron durante a presentación.

Seguimos coas presentacións en diferentes espazos, o vindeiro día 3 de xuño nos Rexumeiros de Elviña.

Expedente de Regulación de Emprego en Caramelo: 237 traballadoras ameazadas

Onte a empresa Caramelo presentou finalmente o ERE polo que 237 persoas quedan na rúa.
A crise no sector textil e da confección non é unha novidade desta crise actual na que nos atopamos, xa vén de bastante mais atrás, a deslocalización da produción leva producíndose nestes sectores dende hai anos, Galiza leva sufrindo perdas de postos de traballo e precarización dos que se manteñen desde entón. Non é necesario salientar que tanto o textil como a confección son sectores históricamente feminizados e pouco movilizados.

O caso de Caramelo, como outros, víase vir, mais a situación agravouse desde novembro, cando as traballadoras comezan a observar o maior baixón de produción, comezan as negociacións coa empresa e nun período de 3 ou 4 meses prodúcense 87 despidos pactados.
Esta semana a empresa comunica que ten intención de propoñer un ERE e comezan as movilizacións, no ERE propóñense 237 despidos na planta de produción da Grela, que ten unho cadro de persoal de 450 persoas aproximadamente, maioritariamente mulleres, sobre un 80%. Este dato é un dos que a empresa está maquillando de cara á opinión pública dicindo que Caramelo dispón dunho cadro de persoal de 800 persoas, mais non é o caso, o ERE afecta á produción non ao comercio, nesas 800 persoas das que falan inclúese ao persoal de tendas. En calquera caso que os despidos supoñan un 30% ou un 52% é diferente, pero non deixan de ser 237 persoas, principalmente mulleres que fican na rúa, pero xa sabemos que o empresariado e a prensa sempre manexan os datos no beneficio dos mesmos.
Actualmente Caramelo pertence nun 92% a Manuel Jove e nun 8% á Xunta de Galicia. Despois do vivido no tema FADESA e a participación da Xunta durante o proceso, ¿cabe algunha esperanza de que este ERE se resolva, tal e como plantexan desde o cadro de persoal, con mudanzas no proceso produtivo e non cos despidos? Pinta mal a cousa!
Segundo as traballadoras de Caramelo cambios na produción poderían manter certa solvencia na empresa, unhas marcas como as que se producen na planta da Grela con calidade na execución e nos tecidos permitirían manter os prezos de mercado con marxes de beneficio, pero desde hai anos isto xa non é así, coa deslocalización da produción pretendeuse aforrar nos custos de traballo, e agora tamén nos custos dos materiais, e seguen pretendendo vender aos mesmos prezos, e Caramelo non é unha marca especialmente popular.


Onte presentouse o ERE despois dun último intento de negociación entre o cadro de persoal e a empresa, os termos non variaron e non só se apresentou o ERE senón que se leu a lista de nominadas e nominados a abandonar os seus postos de traballo nestes tempos tan propicios para a recolocacións, sobre todo cando estamos falando de perfiles con serias dificultades de acceso ao mercado de traballo, moitas das mulleres que onte se propuxeron para ser despedidas son mulleres que comezaron a traballar en Caramelo nos anos 70 ou nos 80, que actualmente teñen entre 40 e 60 anos, que seguramente cando comezaron a traballar non tiñan o grao de necesidade que despois si se tiña por circunsatancias da economía global, que non teñen outra experiencia nin, posíbelmente, outras expectativas tal e como está o sector, que van ter serias dificultades para incorporarse á economía formal e, polo tanto reubicaranse, as que podan, en sectores ainda máis precarizados (talleres subcontratados doutras empresas do sector, as que máis sorte teñan, emprego doméstico na economía informal e/ou desemprego) con todo o que isto vailles supor para as súas pensións.
Outra parte das persoas que onte escoitaron os seus nomes son mulleres mais novas, cun nível formativo medio/ baixo, con algunhas posibilidades máis de recolocación en sectores feminizados e, polo tanto precarios ou viceversa, neste perfil podemos observar a diferenza co que aconteceu tamén nos últimos tempos no sector do telemarketing, que viu sufrindo un proceso similar ao que agora vivimos na confección, despidos masivos, peches de empresas noutro dos sectores feminizados dos que vivía moita da cidadanía máis nova da cidade, unha diferenza é que neste sector a reciclaxe profesional é, se cabe, algo máis sinxela, as persoas do telemarketing teñen de media un maior nivel de estudos, as funcións realizadas contemplan traballar coas novas tecnoloxías, marketing, atención á clientela… traballos que poden dirixirse a outras profesións e permiten esa recolocación en outros sectores dos que si parece que, na Coruña, a crise da igual e seguimos desfrutando de novas aperturas de centros comerciais, grandes superficies nas que, quizais abran algunha tenda que venda roupa de Caramelo, fabricada en china, e tratando de que unha experta en marketing consiga convencer a alguén para que pague 600 euros por un traxe que custa unha ínfima parte e da que os beneficios seguirán redundando nos grandes peixes que manexan a nosa economía xunto cos nosos políticos, e utilizo os posesivos en primeira persoa porque por desgraza, ainda que unha sería máis feliz tratando de ignoralos, teño familiares, amigas e compañeiras que fican na rúa porque o señor Jove quere seguir sendo máis e máis rico co beneplácito da Xunta de Galicia, que dá igual de que pau vaia vai seguir apoiando incondicionalmente todas as súas decisións como fixo o bipartito cando FADESA e como fará agora o PP, tanto ten quen mande aquí, a marxe de actuación é limitada.
Para o vindeiro martes 12 de maio hai convocada greve na empresa, o cadro de persoal movilizarase na Grela un día máis e partirán en manifestación tratando de visibilizarse na cidade, informaremos de horarios e percorridos en canto se definan.

Xornadas de soberanía alimentar

Programa das xornadas de soberanía alimentar que se levarán a cabo no Atreu nas vindeiras datas, difundide!

Cartaz das xornadas
XOVES 30 de Abril 09: Transxénicos e soberanía alimentar a cargo de Lidia Senra (Labrega sindicalista)
MÉRCORES 6 de Maio 09: Soberanía alimentar.  Tom Krucharz (Ecoloxistas en Acción e Verdagaia).
VENRES 8 de maio: Encontro de cooperativas e asociacións de consumo da Galiza
(Ourense, Compostela, Vigo, Lugo e Ferrol) e presentación Zocaminhoca (A
Corunha)
VENRES 15 de maio: “Alimentos transxénicos/alimentos ecolóxicos, ¿qué podemos
comer?”, con Ágatha Broeskamp (Horticultora ecolóxica e membra da Plataforma
Antitransxénicos Tui) e César Lema (Productor ecolóxico e membro de
Permacultura Galiza )

Todas as palestras serán no CS Atreu ás 20:30h.

Campaña polos dereitos das empregadas do fogar (manifesto)

Hoxe saimos á rúa para mostrar unha realidade que está aí, moi perto, nas nosas casas, e que parece que non vemos…

Cada vez as mulheres temos máis traballo e menos emprego, cada vez somos menos as que vivimos en tempo real e máis as que vivimos en tempo capitalista e nos vemos na obriga de mercar tempo e vidas alleas para poder continuar gañándolle a batalla ao reloxio do capital, para sacarlle horas ao día, para roubarlle 1 volta ao sol, Tempo!, tempo! Non temos tempo!!

Cada vez somos máis as persoas que non temos tempo para coidar das nosas crianzas e dos nosos vellos e vellas,
Cada vez somos máis as persoas que non temos tempo para limpar a nosa propia merda, …
Cada vez somos máis as que menos ….. TODO!

Acción de Nomepisesofreghao no centro comercial Catro Camiños
Imaxina, por un intre, que a escravitude non existe, (sabendo que é moito imaxinar),

Imaxina entón que ser empregada do fogar é un emprego coma outro , Imaxina que fose un traballo digno e entón:

  • As empregadas de fogar non serían só mulleres

Imaxina que fose un traballo verdadeiro (non de verdade, o que xa é) e entón:

  • o 100% das empregadas teríamos un contrato en regra, réxime de cotización xeral, non especial (que ven significando miserento), cobertura por enfermidade ou invalidez, dereito a sindicarnos, a vacacións, a prestacións, en fin, dereitos laborais, qué menos!

Imaxina que fose un traballo e non PURA ESCRAVITUDE e entón:

  • o traballo sería concreto e único, se é limpeza: limpar, se é cociña:cociñar, se é coidar: coidar, pero non de todo un pouco sen que se aprecie absolutamente nada.

Imaxina que fose un traballo valorado e entón:

  • as horas de presenza no traballo contabilizaríanse como horas traballadas e non coma tempo que se bota ao lixo

Imaxina que fose exactamente iso, un traballo dignificado:

  • as humillacións, insultos, acosos sexuais e vexacións non estarían á orde do día (pero qué difícil é tratar por igual a quen traballa para facer o que ti non fas non?)

Imaxina que fose un traballo xusto e entón:

  • viver na casa dos teus xefes contemplaríase coma un plus altamente cuantificado, a semellanza de traballar por turnos ou, millor, con “materias perigosas”, pola perda de calidade de vida (ou por ausencia da mesma) que iso conleva, imaxinas como sería para ti viver na casa dos teus xefes? pois proba!

Imaxina, en definitiva, que a escravitude fose abolida

NON MÁIS ESCRAVAS SOCIAIS! NON MÁIS ESCRAVAS LABORAIS!
DEREITOS LABORAIS XA!