Nota pola orde de despejo do CSO Casa das Atochas

O anuncio da orde de despejo tomada polo julgado de instruiçom número 5 de A Corunha contra o CSO Casa das Atochas é sem dúvida umha pésima nova na agenda política da cidade.

< Unha mala nova porque significa que pretendem que um processo colectivo e autogerido de máis de 3 anos de vida, no que parte da cidadanía crítica colheu as rendas da gestom das dinámicas urbanas, seja submetido aos interesses do aproveitamento económico, da especulaçom urbanística e da mala planificaçom da cidade.
< Umha mala nova por lembrar-nos como os poderes públicos seguem empenhados em cercear
aqueles processos de criaçom de cultura autonóma que nom querem passar polo filtro da captura institucional.
< Umha mala nova por ser máis um exemplo de que a criaçom de espaços de alteridade organizativa, onde dar lugar a outras formas de vida, é constantemente perseguida desde umhas instancias públicas que se atopam mui longe de ser quem de comprender o valor da diversidade. Instancias públicas que sancionam a necesidade de experimentar novos modelos de existencia alem da supervivença quotidiana, longe do paradigma relacional capitalista.
< Umha mala nova por trazer de volta as nossas dificultades para
manter espaços colectivos de pressom politica com os que imponher a reflexom, nas instituiçons públicas máis próximas (a municipal, por exemplo..), ao redor da legitimidade ganhada desde abaixo por instituiçons autónomas e movimentos como os que derom lugar primeiro e vida depois a um espaço como a Casa das Atochas.
Finalmente, umha nova péssima, pero nom definitiva. De todxs nós depende ser quem de manter e reforçar espaços do comúm; ser quem, em definitiva, de recuperar territorios para todxs e construir lugares de acçom na cidade que ajudem a converti-la em espaço de direitos e valores com carácter realmente público.

Aqui, como no resto da geografía global:
“Nos tedes quitado demasiado, agora o queremos todo”

RDS A Corunha.

Repoducimos polo seu interesse dúas notas ao respeito:
Nota da Rede Galiza Non Se Vende, na que se integra a RDS: http://reganosademolizon.org/?p=757

Nota de Ergosfera: http://ergosfera.org/blog/?p=1767



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