a crise como cenario: luita social, alternativas radicais e Direito a Cidade

Sobre a base comúm da mudança necesaria do sistema económico e social vigente, o capitalismo (na súa verssom
neoliberal) atopamo-nos convocando estas jornada

“A crise como cenario: luita social, alternativas radicais e Direito a Cidade”
Economías alternativas::Decrecemento::Soberanía alimentar

Nom é difícil tomar decissons quando um sabe quais som os seus valores.
Roy Disney, productor, sobrinho de Walt Disney

Nos últimos anos, sobre a marco da incorporaçom das nossas sociedades a globalizaçom capitalista, umha espiral de crecemento productivo e especulaçom financieira levou-nos a umha dualizaçom social de inusitada agudeça.
A nivel global, o estoupido da burbulha crediticia e inmobiliaria motivou ingentes rescates públicos a um pernicioso sistema financieiro de beneficio privado. O actual paradoxo ao redor da socializaçom das pérdidas do poder económico falanos dum liberalismo baseado em fortes doses de intervençom pública fronte a umhas democracias carentes de significado, onde as grandes corporaçons e a concentraçom dos monopolios bancarios decidem o futuro em chave de privatizaçons dos sectores públicos, destruçom de direitos sociais e malversaçom das economías estatais.

No local, a política de terciarizaçom do teçido produtivo, modelos de gestom das administraçons públicas nada rigurosos e profundamente penetrados polas oligarquias corporativas locais e a vía livre para umha vaga de especulaçom sobre o territorio sem precedentes, levou-nos a introducir-mo-nos no plano da crise económica global como umha cidade socialmente asimétrica e com graves incerteças no que ao futuro económico se refire.

Porem, que podemos fazer desde os diversos movimentos sociais da cidade para superar o momento presente com propostas alternativas? Existem espaços de luita para a confluencia das masas críticas da cidade? Poderíamos fortaleçer os pequenos vínculos e imaginar novas formas de transformaçom ao margem do sistema neoliberal? Finalmente, temos vontade, em chave de Autonomía ou de búsqueda da hegemonía social de preparar-nos para um tempo de exigencias e conflitos, ja presente?

As recetas que estamos a sofrer neste tempo de desafecto e crise da representaçom política nom parecem traduzirse em ningum cambio de orientaçom do modelo de cidade, de pais, de sistema. As exigencias de axustes na economía ocultam novas formas de exploraçom e de especulaçom financieira. As politicas pro-crescimento ocultam novas estrategias de destruiçom dos nossos recursos e bens comúns. E detrás da aplicaçom de medidas de emergencia no modelo de comercio e consumo, atopamos novas perdidas de soberanía nas bases mesmas da nossa existencia.

Entendemos que é precisso abrir debates prácticos, concretos e necesarios nestes tempos de crise a nível local. Comprendendo a crise sobre o corpo social da cidade como umha forma de subjetivaçom com consecuencias materiais cada vez máis latentes, pensamos que abrir um debate entre os movimentos sociais em chave crítica, mas também propositiva passa por tres pontos centrais que devemos levar ao cenario do debate público:

-.Economías Alternativas ou Solidarias como novas formas de organizaçom económica que rompem as lógicas de lucro e especulaçom do capitalismo.
-.Descrescimento como disminuçom articulada do consumo e da produçom precissa para manter um equilibrio entre os ecosistemas humanos e os bens comúns a nivel global, pero também lógicamente, a nivel local.
-.Soberanía Alimentar como fractura coa actual organizaçom globalizada dos mércados agrícolas e como alternativa de autonomía local e e justiça social

Diversos projectos tenhem-se lançado a este nivel, nos últimos tempos na comarca. É aí precissamente onde queremos afondar. Prentedemos com esta primeira jeira de debates/encontros profundiçar a autoformaçom e o intercambio entre actores sociais de esta cidade, conheçer afinidades e diferencias, debater sobre as posibilidades e os desejos, sobre as necesidades comuns fronte a violencia do sistema capitalista e transitar a intençom de imaginar futuros concretos para superar o modelo sistémico presente.

A crise como erossom de conquistas sociais ou a crise como oportunidade.

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